O mercado brasileiro de fusões e aquisições vive, em 2026, o momento mais aquecido dos últimos seis anos — especialmente nos setores mais quentes em 2026, que estão atraindo investidores nacionais e internacionais. Com a Selic projetada entre 10,5% e 11,5% (Focus/Bacen – dez/2025), o capital volta a circular e o apetite por risco renasce. Fundos de private equity, investidores estratégicos e compradores individuais estão competindo por empresas lucrativas de pequeno e médio porte, principalmente aquelas com recorrência de receita, margens saudáveis e operações já profissionalizadas.
Relatórios como o PwC Deals 2025 e estudos da ABVCAP indicam que o volume de transações com PMEs cresceu 42% só em 2025, tendência que deve se intensificar em 2026. Em paralelo, setores antes tradicionais passam por digitalização e consolidação, o que aumenta os múltiplos de valuation e torna o cenário ainda mais favorável para M&A.
Para o investidor que avalia comprar uma empresa ao invés de começar do zero, entender onde estão as maiores oportunidades é fundamental — e isso exige olhar para dados, comportamentos de mercado e projeções reais.
A seguir, os setores mais quentes em 2026, com múltiplos atualizados, riscos, oportunidades e insights valiosos para quem deseja tomar decisões assertivas.
💻 Tecnologia e Software (SaaS e Vertical SaaS): o epicentro da disputa
Empresas de software continuam liderando o ranking de procura por compradores. A combinação de receita previsível, adoção de IA e substituição de sistemas antigos torna o setor o mais competitivo para transações.
Por que o setor está quente?
Rápida migração para soluções cloud + inteligência artificial.
Nichos verticalizados (jurídico, agro, saúde e RH) dominam a expansão.
Empresas com churn abaixo de 3% são disputadas e vendidas em poucos meses.
Múltiplos praticados em 2025/2026
7x a 11x ARR para SaaS com crescimento acima de 30% a.a.
5x a 8x ARR para SaaS com crescimento entre 15% e 30% a.a.
3x a 5x EBITDA para modelos híbridos com serviços.
Investidores buscam valuations entre R$ 4 milhões e R$ 25 milhões, especialmente em softwares essenciais para setores regulados.
🏥 Saúde Suplementar e Clínicas Populares: demanda estável e margens altas
O envelhecimento da população e a busca por atendimento mais acessível impulsionam clínicas populares, redes odontológicas e centros de diagnóstico.
Por que está quente?
Baixa sensibilidade a crises econômicas.
Expansão de franquias e redes regionais.
Margens altas e previsibilidade de demanda.
Múltiplos reais em 2026
6x a 10x EBITDA para clínicas com margens acima de 25%.
1,2x a 1,8x receita para redes padronizadas com forte presença regional.
Cidades médias (100k–500k habitantes) possuem as melhores oportunidades.
🌞 Energia Solar e soluções ESG: retorno rápido e forte consolidação
O setor de energia solar distribuída vive um boom contínuo. Segundo a Absolar, o payback médio caiu para 2,8 anos em 2025. A pressão ESG também estimula empresas a migrarem para tecnologias limpas.
O que aquece o setor?
Crédito facilitado via BNDES e bancos privados.
Crescimento da demanda no agronegócio e na indústria.
Expansão dos contratos de O&M (manutenção recorrente).
Múltiplos reais de mercado
6x a 9x EBITDA para integradoras com histórico acima de 500 instalações.
1,1x a 1,5x receita para empresas com carteira de contratos recorrentes.
🐶 Mercado Pet: resiliência e fidelidade do consumidor
O Brasil já é o terceiro maior mercado pet do mundo. O setor cresce mesmo em períodos de instabilidade econômica e atrai investidores pela forte recorrência mensal.
O que aquece o setor?
Humanização dos pets.
Aumento da busca por procedimentos especializados.
Fidelidade elevada e ticket médio crescente.
Múltiplos reais em 2026
4x a 7x EBITDA para clínicas completas.
3x a 5x EBITDA para pet shops com serviços agregados (banho & tosa, hotel, transporte).
🚛 Logística Urbana e Last Mile: a espinha dorsal do e-commerce
O crescimento de dark stores, fulfillment e rotas otimizadas empurra o setor para uma fase de consolidação acelerada.
Por que está quente?
E-commerce B2B e B2C exigindo entregas mais rápidas.
Digitalização de operações logísticas.
Avanço da telemetria e IA para roteirização.
Múltiplos aplicados
4x a 8x EBITDA para empresas com frota própria e contratos empresariais.
1x a 1,4x receita para operadores nichados com tecnologia de gestão.
🛒 E-commerce de nicho lucrativo: a era das marcas digitais enxutas
Após uma fase de saturação, o e-commerce entra em estágio de consolidação. Investidores procuram operações pequenas, lucrativas e altamente eficientes.
Por que está quente?
Crescimento das DNVBs (Digitally Native Vertical Brands).
Clubes de assinatura gerando previsibilidade.
Margens melhores em nichos premium.
Múltiplos reais
2,5x a 4,5x EBITDA para operações lean com margens acima de 15%.
0,8x a 1,3x receita para marcas com distribuição e boa retenção.
🎓 Educação Corporativa e Edtechs: treinamento virou prioridade
Empresas estão investindo forte em capacitação em IA, vendas e liderança, impulsionando tanto escolas técnicas quanto plataformas digitais.
Múltiplos em 2026
5x a 9x EBITDA para plataformas com recorrência acima de 80%.
3x a 5x EBITDA para escolas técnicas certificadas.
Demanda contínua e CAC sustentado tornam o setor altamente atraente para M&A.
🥗 Alimentação Saudável e Refeições Prontas: consumo consciente acelerando
O movimento de alimentação limpa e funcional transformou o setor em uma das maiores oportunidades para pequenos e médios investidores.
O que aquece o setor?
Crescimento das marmitas fit e refeições prontas.
Popularização de produtos plant-based.
Maior presença em redes varejistas.
Múltiplos de mercado
4x a 6x EBITDA para dark kitchens lucrativas.
1x a 1,5x receita para marcas com distribuição consistente.
🧱 Construção Civil e Serviços Especializados: obras retomadas e demanda crescente
Com o avanço de galpões logísticos, retrofit corporativo e obras industriais, empresas especializadas voltam à mira dos investidores.
Múltiplos aplicados
4x a 7x EBITDA para empresas com carteira assinada superior a 18 meses.
Nichos como drywall, elétrica e climatização estão no radar pela menor concorrência.
Quanto mais critérios um setor atende, mais disputado ele se torna — e maior o valuation praticado.
🧭 Conclusão: 2026 é a maior janela de oportunidades da década
A combinação de juros menores, liquidez crescente e profissionalização das PMEs cria um cenário raro para quem deseja investir em negócios já validados. Os setores mais quentes em 2026 apresentam margens maiores, múltiplos ascendentes e forte competitividade entre compradores — especialmente na faixa de R$ 3 milhões a R$ 30 milhões de valuation, onde o upside ainda é expressivo.
Para investidores, este é o momento ideal para analisar oportunidades com profundidade, realizar due diligence completa e entrar em setores que seguirão em expansão pelos próximos anos.
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