Negócios Brasil
MENU
Minha Conta
  • Comprar Empresa
  • Vender Empresa
  • Corretores de Negócios
    • Encontrar Corretores
    • Seja um corretor
  • Blog
Minha Conta

Home / Centro de Aprendizagem / Avaliar Empresa / Quanto vale uma clínica odontológica no Brasil em 2026? (comparação cidade por cidade)

Quanto vale uma clínica odontológica no Brasil em 2026? (comparação cidade por cidade)

Atualizado em 09/02/2026
Compartilhe
Quanto vale uma clínica odontológica no Brasil em 2026? (comparação cidade por cidade)

Índice

Toggle
  • Métricas mais usadas na precificação de clínicas odontológicas em 2026
  • Faixas nacionais observadas (transações 2024–2025 projetadas para 2026)
  • O que efetivamente puxa o múltiplo para cima (ou derruba)
  • Impacto típico dos principais drivers no múltiplo EV/EBITDA (observações de mercado 2025–2026)
  • Comparação prática cidade por cidade — faixas praticadas em 2026
  • Exemplos ilustrativos de precificação — cenários típicos observados no mercado (2025–2026)
  • Armadilhas comuns que derrubam o valuation em 2026
  • Conclusão: quanto vale uma clínica odontológica no Brasil, em 2026?

Saber quanto vale uma clínica odontológica no Brasil em 2026 exige critérios objetivos que o mercado efetivamente está disposto a pagar — e não tabelas simplificadas ou médias nacionais.

O que define o preço de fechamento são cinco Fatores decisivos, todos mensuráveis e com peso muito diferente dependendo da localização:

  • Fluxo de caixa recorrente (percentual de receita vindo de manutenção, ortodontia ativa, estética e pacotes)
  • Previsibilidade e giro da agenda (capacidade ociosa baixa e churn controlado)
  • Mix de receita particular versus convênios (ticket médio, taxa de glosa e margem líquida real)
  • Grau de dependência do dentista-proprietário (percentual de procedimentos executados pelo dono e facilidade de substituição do time clínico)
  • Liquidez local do mercado (número real de compradores qualificados dispostos a pagar prêmio por ativos de saúde em cada cidade ou região)

Esses fatores não se comportam de forma uniforme: o mesmo desempenho operacional pode gerar um múltiplo 5,5× em São Paulo ou Campinas e cair para 3,6×–3,9× em cidades médias do Nordeste ou Centro-Oeste.

Essa dispersão regional de múltiplos está diretamente ligada à concentração de estabelecimentos de saúde, renda local e densidade populacional, conforme dados oficiais do IBGE.

É exatamente essa variação geográfica e estrutural que separa o preço pedido (geralmente otimista) do preço que o mercado efetivamente fecha — e que torna inútil qualquer avaliação baseada apenas em “média do setor”.

Este artigo é complementar da categoria 🧮 Métricas & Benchmarks. Ele pega os critérios decisórios, as metodologias de normalização e os princípios de ajuste de múltiplos consolidados no Artigo referência → Como Avaliar uma Empresa no Brasil em 2026: Métricas, Benchmarks e Critérios de Valor e os aplica de forma prática, detalhada e regionalizada ao nicho de clínicas odontológicas.


Métricas mais usadas na precificação de clínicas odontológicas em 2026

quanto vale uma clínica odontológica no Brasil

EV/EBITDA — métrica central para clínicas maduras e estabilizadas

Aplicável quando a clínica possui mínimo de 3 cadeiras ativas, EBITDA normalizado acima de R$ 350 mil/ano e histórico operacional consistente.

É a métrica que melhor captura a relação entre previsibilidade de caixa, risco operacional e retorno esperado pelo comprador.

👉 Quanto maior a recorrência e menor a dependência do dentista-proprietário, maior tende a ser o múltiplo aceito pelo mercado.

EV/Receita — métrica secundária, usada de forma transitória

Utilizada quando o EBITDA ainda não reflete a capacidade real do negócio, como em clínicas em fase de expansão, com abertura recente de cadeiras, mudança de mix de procedimentos ou margem temporariamente comprimida (aluguel elevado, depreciação recente).

👉 Não substitui o EV/EBITDA no fechamento do preço, mas serve como apoio temporário para ancorar negociações enquanto a margem se normaliza.

Preço por cadeira ativa — métrica auxiliar e derivada

Considera exclusivamente cadeiras com giro médio igual ou superior a 60–70% da capacidade operacional, nunca cadeiras ociosas ou recém-instaladas. É útil para comparações rápidas entre clínicas semelhantes, mas não sustenta valuation isoladamente.

👉 Seu uso correto exige validação cruzada com margem, ticket médio e EBITDA efetivo.

Princípio-chave sobre preço por cadeira

Preço por cadeira só se sustenta quando o giro médio mensal confirma o EBITDA implícito no múltiplo.

Em outras palavras: cadeira sem giro não gera caixa, e caixa é o único fator que o mercado precifica no fechamento da transação.


Faixas nacionais observadas (transações 2024–2025 projetadas para 2026)

  • EV/EBITDA: 3,2× – 5,8×
    • Média realista: ~4,0×–4,8× para clínicas independentes bem geridas
    • Prêmio (5,0×–5,8×): ≥ 60% receita recorrente, time substituível, marketing digital previsível, < 30% convênio com glosas altas
    • Desconto (abaixo de 3,8×): dono central (>50% dos atendimentos), agenda instável, passivos trabalhistas latentes
  • EV/Receita: 0,9× – 1,7×
    • Mais usada quando EBITDA < 20% da receita (clínicas com alta depreciação ou custo de aluguel elevado)
  • Preço por cadeira ativa: R$ 280 mil – R$ 620 mil
    • Média típica: R$ 380–480 mil em clínicas com giro adequado e mix equilibrado

Fontes de referência para as faixas: relatórios setoriais indiretos (Kroll América Latina 2024–2025), benchmarks de saúde/PME (Portal do Valuation, Negócios Brasil 2025), transações reportadas em plataformas de M&A middle-market e análises de corretoras especializadas em saúde.


O que efetivamente puxa o múltiplo para cima (ou derruba)

Fatores de prêmio (elevam para 5,0×+)

  • ≥ 65% receita recorrente (manutenção, ortodontia ativa, pacotes de estética)
  • ≤ 25% receita via convênios com glosas > 15%
  • Time clínico com contratos e capacidade de substituição (dono atende < 30% das horas)
  • Capacidade ociosa < 20% (agenda girando ≥ 75%)
  • Presença digital forte (Google Ads + Instagram gerando ≥ 25–30 novos pacientes/mês)
  • Processos digitalizados (prontuário eletrônico + gestão de agenda integrada)

Fatores de desconto (derrubam para < 3,8×)

  • Dono executa > 55% dos procedimentos
  • 45% receita de convênios com margens líquidas < 18%
  • Churn de pacientes > 20% ao ano
  • Aluguel do ponto > 12–15% da receita
  • Equipamentos com vida útil restante < 3 anos (investimentos ocultos relevantes)
  • Passivos trabalhistas ou fiscais não provisionados
Impacto dos Drivers no Valuation de Clínicas Odontológicas

Impacto típico dos principais drivers no múltiplo EV/EBITDA (observações de mercado 2025–2026)

Driver / Fator Condição para prêmio Impacto típico no EV/EBITDA Condição para desconto Impacto típico no EV/EBITDA
% Receita recorrente ≥ 65–70% +0,8× a +1,4× ≤ 40% –0,7× a –1,2×
Dependência do dentista-proprietário Dono atende < 25% +0,6× a +1,0× Dono atende > 55% –0,8× a –1,5×
% Receita via convênios ≤ 25% + glosas < 10% +0,5× a +1,0× > 45% + glosas > 15% –0,6× a –1,3×
Capacidade ociosa < 20% +0,4× a +0,8× > 35% –0,5× a –1,0×
Presença digital / Novos pacientes/mês ≥ 25–35 via marketing digital +0,5× a +1,2× < 10 ou só indicações –0,4× a –0,9×
Governança / Time clínico substituível Time com contratos + protocolos +0,7× a +1,3× Sem substituição viável –0,8× a –1,6×

Os impactos indicados representam faixas típicas observadas em negociações reais e não são cumulativos de forma automática. O múltiplo final resulta da combinação entre drivers, liquidez local e risco percebido pelo comprador.


Comparação prática cidade por cidade — faixas praticadas em 2026

Tabela – Valuation Clínicas Odontológicas 2026
Cidade / Região EV/EBITDA típico EV/Receita típico Preço por cadeira ativa Leitura decisória principal (2026)
São Paulo (capital) 4,8× – 5,8× 1,3× – 1,7× R$ 480k – 650k Maior liquidez do país; prêmio exige governança + marketing digital estável
Rio de Janeiro (capital) 4,3× – 5,4× 1,1× – 1,6× R$ 420k – 600k Risco trabalhista e glosas pesam; localização premium sustenta múltiplo
Belo Horizonte + polos MG 4,2× – 5,2× 1,0× – 1,5× R$ 380k – 580k Mercado profissionalizado; crescimento orgânico consistente eleva prêmio
Curitiba + Joinville 4,3× – 5,5× 1,1× – 1,6× R$ 400k – 600k Compliance e gestão elevada; ticket médio alto favorece
Porto Alegre + Caxias 3,9× – 5,1× 1,0× – 1,4× R$ 350k – 540k Eficiência operacional decide; ticket médio menor que SP/RJ
Campinas / Ribeirão / SJC 4,4× – 5,6× 1,1× – 1,6× R$ 410k – 610k Renda per capita alta fora da capital; múltiplos próximos de SP
Brasília 4,4× – 5,7× 1,2× – 1,7× R$ 430k – 620k Renda estável + funcionalismo público favorecem recorrência
Goiânia + Aparecida 3,9× – 5,0× 1,0× – 1,4× R$ 340k – 520k Crescimento rápido, mas dependência do dono ainda comum
Salvador / Recife / Fortaleza 3,6× – 4,9× 0,9× – 1,3× R$ 300k – 480k Alta sensibilidade a preço; convênios comprimem margens
Cidades médias (100–350 mil hab.) 3,3× – 4,4× 0,8× – 1,2× R$ 250k – 420k Liquidez baixa: o múltiplo máximo costuma ser limitado não pelo desempenho da clínica, mas pelo número real de compradores qualificados.

Exemplos ilustrativos de precificação — cenários típicos observados no mercado (2025–2026)

Clínica premium — São Paulo (capital) | 5 cadeiras

Receita: R$ 5,8 mi
EBITDA: R$ 1,45 mi (25%)
Perfil: 72% de recorrência, time clínico independente, marketing digital previsível

Múltiplo aplicado: 5,4× EV/EBITDA
Enterprise Value (EV): ≈ R$ 7,8 milhões

Leitura decisória:
O múltiplo elevado se sustenta pela combinação de recorrência acima de 70%, baixa dependência do dentista-proprietário e alta liquidez do mercado paulistano. Nesse perfil, compradores aceitam pagar prêmio porque o risco de transição é baixo e a previsibilidade de caixa é alta. Qualquer quebra relevante na recorrência ou retorno do dono à operação reduziria rapidamente o múltiplo para a faixa de 4,8×–5,0×.

Clínica média — Belo Horizonte | 4 cadeiras

Receita: R$ 3,1 mi
EBITDA: R$ 680 mil
Perfil: 55% particular, dono ainda atende ~40% dos procedimentos

Múltiplo aplicado: 4,6× EV/EBITDA
Enterprise Value (EV): ≈ R$ 3,1 milhões

Leitura decisória:
O múltiplo intermediário reflete um ativo saudável, porém ainda parcialmente dependente do fundador. A cidade oferece boa liquidez regional, mas o prêmio é limitado enquanto o dono permanecer como peça central da produção clínica. Com profissionalização do time e aumento da recorrência, o mesmo ativo poderia migrar para a faixa de 5,0×.

Clínica — Interior de São Paulo | 3 cadeiras

Receita: R$ 2,2 mi
EBITDA: R$ 420 mil
Perfil: 65% convênio, agenda instável, dependência operacional elevada

Múltiplo aplicado: 3,7× EV/EBITDA
Enterprise Value (EV): ≈ R$ 1,55 milhão

Leitura decisória:
Apesar da boa margem absoluta, o múltiplo é pressionado pela instabilidade da agenda, pelo peso dos convênios e pela menor liquidez típica de cidades médias. Aqui, o preço não é limitado pelo EBITDA em si, mas pelo risco percebido e pelo número reduzido de compradores qualificados. Sem mudanças estruturais, múltiplos acima de 4,0× tendem a não fechar.

Clínica — Recife | 4 cadeiras

Receita: R$ 2,9 mi
EBITDA: R$ 510 mil
Perfil: 48% convênio, glosas elevadas, ticket médio comprimido

Múltiplo aplicado: 3,9× EV/EBITDA
Enterprise Value (EV): ≈ R$ 2,0 milhões

Leitura decisória:
O múltiplo reflete um equilíbrio entre bom desempenho operacional e pressão estrutural de convênios. Em mercados com maior sensibilidade a preço, como capitais do Nordeste, compradores penalizam glosas e margens instáveis mesmo quando o EBITDA é razoável. Redução da dependência de convênios poderia destravar múltiplos acima de 4,3×.

Clínica — Curitiba | 6 cadeiras (gestão profissional)

Receita: R$ 4,9 mi
EBITDA: R$ 1,3 mi
Perfil: 68% recorrência, marketing digital maduro, processos padronizados

Múltiplo aplicado: 5,5× EV/EBITDA
Enterprise Value (EV): ≈ R$ 7,15 milhões

Leitura decisória:
Esse é o exemplo clássico de clínica que recebe prêmio de gestão. O mercado de Curitiba valoriza fortemente compliance, previsibilidade e profissionalização. Mesmo fora do eixo SP-RJ, o ativo se aproxima dos múltiplos de capital porque reduz drasticamente o risco de integração e continuidade do caixa.

Observação técnica comum aos cinco exemplos

Em todos os casos, o múltiplo aplicado não deriva do faturamento, do número de cadeiras ou da cidade isoladamente, mas da relação entre previsibilidade de caixa, risco operacional e liquidez local. É essa leitura integrada que explica por que clínicas com EBITDA semelhante podem ter valores finais tão diferentes.


Armadilhas comuns que derrubam o valuation em 2026

Armadilhas comuns que derrubam o valuation em 2026
  1. Confundir faturamento bruto com valor (margem e recorrência importam muito mais)
  2. Ignorar % convênio + taxa de glosa real (pode comprimir EBITDA em 8–15 pontos)
  3. Usar preço por cadeira isolado (sem medir giro real e ticket médio por cadeira)
  4. Subestimar capex oculto (raios-X, autoclaves, cadeiras com < 4 anos de vida útil)
  5. Não mitigar dependência do dono (sem protocolos, sem time com contratos)
  6. Desconsiderar tendência de consolidação (franquias e fundos pagam prêmio por redes escaláveis)

Conclusão: quanto vale uma clínica odontológica no Brasil, em 2026?

Uma clínica odontológica vale o caixa previsível que ela entrega, ajustado pelo risco operacional e pela liquidez do mercado local.

  • Capitais e polos de alta renda (SP, RJ, BH, Curitiba, Brasília, Campinas): 4,5×–5,8× EBITDA quando gestão profissional, recorrência ≥ 60% e time independente.
  • Nordeste, Centro-Oeste e cidades médias: 3,3×–4,7× EBITDA, salvo exceções com forte recorrência e digitalização avançada.

Os critérios completos de normalização de EBITDA, risco e ajuste de múltiplos estão detalhados no Artigo referência → Como Avaliar uma Empresa no Brasil em 2026: Métricas, Benchmarks e Critérios de Valor.

Para definir o preço certo — sem cair em médias enganosas ou otimismo exagerado — sempre volte à lógica do Artigo refeerência e aplique os recortes por cidade, porte e fatores principais. É esse nível de detalhe que separa um bom negócio de uma negociação que desanda na due diligence.

Simule o valuation da sua clínica com metodologia profissional

O NB Valuation Pro gera uma estimativa inicial com base em múltiplos EV/EBITDA e benchmarks praticados no mercado brasileiro.

👉 Simular valuation agora

Por <a href='https://negociosbrasil.com.br/author/felipealencar/' rel='dofollow' class='dim-on-hover'>Felipe Alencar</a>
Por Felipe Alencar
Autor do livro: O guia definitivo para vender sua empresa, melhores práticas do mercado.
Seguinte:
Como financiar a compra de uma empresa no Brasil – guia completo
×

Descubra quanto vale sua empresa em poucos minutos

Relatório profissional em PDF com metodologia validada (DFC + Múltiplus)

✅ Avaliação automatizada e imediata
✅ Relatório detalhado e profissional
✅ Cálculo com metodologias de mercado
💰 Avaliação completa por apenas R$ 197

Quero avaliar minha empresa agora

🏅 Usado por donos de PMEs em todo o Brasil

🔒 Processo seguro e confidencial

Mockup do PDF
E-BOOK: O GUIA DEFINITIVO PARA VENDER SUA EMPRESA




    Você receberá o e-book nesse e-mail.

    Baixe nosso e-book: O GUIA DEFINITIVO PARA VENDER SUA EMPRESA.
    Ou adquira para Kindle na Amazon.

    Download grátis
    Negócios Brasil

    Os classificados on-line do Portal Negócios Brasil conectam compradores e investidores a oportunidades de negócio, franquias e corretores de negócios.

    Compra e venda de empresas

    • Anuncie seu negócio
    • Encontre negócios à venda
    • Encontre corretores de negócios
    • Conteúdos educativos

    Links institucionais

    • Contato
    • Dúvidas Frequentes
    • Política de Privacidade
    • Quem Somos
    • Termos e Condições
    © 2014 - 2026. Negócios Brasil. Todos os Direitos Reservados.